Sagrado. Não há dúvida, sobre o nome da pessoa mais pura, mais fraternal, mais abençoada, da história patrocinense. Viveu na cidade. Participou da fundação da escola mais emblemática de Patrocínio. Realizou fatos incapazes e inacessíveis para o ser humano normal. Promoveu a saúde. Distribuiu o que é a paz. Padre Eustáquio é o nome desse excelso personagem, sempre presente na vida das felizes cidades que o acolheu. Patrocínio, Romaria, Poá-SP, Ibiá, Belo Horizonte e em outras, cuja a sua permanência foi menor. Dia 30 de agosto é o dia escolhido para louvá-lo. Há 80 anos, nesse dia (30), falecia na capital mineira. E é lá que ocorrem as maiores manifestações de fé. Participam desse grande movimento religioso treze holandeses, conterrâneos do Beato Eustáquio. Vieram da Europa. Estiveram em Patrocínio.

TÊM FAMILIARES DO QUASE SANTO NA COMITIVA – Dois sobrinhos de Padre Eustáquio, residentes na Holanda, estão visitando o maior caminho brasileiro percorrido pelo seu tio. São eles Will van den Boomen, de 86 anos, e, Jan van den Boomen, de 81 anos. E há mais parentes do sagrado padre dentre os visitantes holandeses. A sobrinha-neta Anna-Marie van Vijfeijken, e, o primo em segundo grau Martien van Oirschot.

E MAIS NOVE HOLANDESES – Além dos quatro parentes, vieram Joke van den Boomen-van Eijk, Hanneke van der Veloen, Han van Oirschot, Ilke van Oirschot e o seu parceiro Robin van Tilborg, Janet van Oirschot e o seu parceiro Nicky Geurts, Francien Verbruggen-van Eijk (irmã de Joke) e Hans Hendrikx. Esse último (Hans) é o tradutor e reside em Belo Horizonte. Na verdade, nesse grupo tem muitos parentes entre si, ou seja, pertencem à mesma família (“j” em holandês tem som de “i”).

AGENDA COMEÇA POR ÁGUA SUJA – Dia 23 (quarta-feira) saíram de Amsterdan (capital e cidade mais populosa), desceram em São Paulo e pernoitaram em Uberlândia. Dia 25 (sexta-feira), a comitiva dos Países Baixos rumou para Romaria. Lá, os membros visitaram o Santuário (Basílica), Capela da Paz e museu Padre Eustáquio. Enfim, os 13 holandeses conheceram o que o seu sacerdote conterrâneo fez, em seus onze anos de Água Suja (hoje, Romaria), 1925/1936.

PATROCÍNIO É DESTAQUE – Essa seleção holandesa deixou Romaria, na tarde de sexta-feira, e chegou na cidade, onde Padre Eustáquio residiu no Ginásio Dom Lustosa, foi capelão na Igreja de Santa Luzia (antiga construção) e realizou milagres, testemunhados por pessoas que felizmente sobrevivem. De sexta-feira para sábado, pernoitaram no Hotel Rodes, à Rua Presidente Vargas. Pois, desejaram ficar próximos à Igreja e à casa da autora do livro “Bem-Aventurado Eustáquio”, Lucélia Borges Pereira. Com o objetivo de escrever a obra, Lucélia visitou os locais principais por onde Padre Eustáquio esteve. Inclusive, na Holanda. Até a casa onde o Padre Eustáquio nasceu, em Aarle-Rixtel, Lucélia compareceu. Naquela data em 2009, um dos atuais visitantes, o sobrinho Jan van den Boomen, a recebeu a Holanda. Jan também já esteve no Brasil, em outras oportunidades.

AINDA EM PTC – Dias 25 e 26 de agosto, os holandeses, conforme programação, visitaram Lucélia Borges e família, participaram da celebração da Santa Missa de 19h, na Igreja de Santa Luzia. Compareceram em outros eventos sociais religiosos, tal como o jantar com Pedro Pereira Lemos- Marília, Fátima Yukari e com a patrocinense mais fiel à causa da santificação (canonização) de Padre Eustáquio, Lucélia.

BH À VISTA – Nesse sábado, dia 26, a agenda mineira dos holandeses marca viagem para a cidade que o acolheu, por último. Precisamente de 07/4/1942 a 30/8/1943. Na capital criou a Igreja dos Sagrados Corações, arrastou multidões, transformou-se em líder espiritual. Tornou-se um santo na terra. Nessa caminhada, o maior dos políticos brasileiros até hoje, JK, submeteu à sua fé, paz e ensinamentos. Sobre Kubitschek e Pe. Eustáquio, breve, outra crônica.

RESUMO DE QUEM FOI PADRE EUSTÁQUIO – O melhor dos holandeses para o Brasil, nasceu em 1890. Em 1919, ordenado sacerdote. Em 1925, chegou ao Rio de Janeiro, pelo navio Orânia. Três dias depois, já estava em Água Suja. Um ano depois (setembro/1926), padre Eustáquio van Lieshout (veio da Água Suja), assinou o contrato de doação do imóvel que abrigaria o Colégio Dom Lustosa (inaugurado em 1927). Essa escola criada e dirigida pelos padres holandeses até 1960. De 1936 a 1941, pároco em Poá (SP). Em 11de outubro de 1941 até 12 de fevereiro de 1942, viveu em Patrocínio, cidade que gostava muito. Residiu exatamente no Ginásio Dom Lustosa, onde residiam outros diversos padres holandeses (padre Caprázio era um deles). Depois de estadia em Ibiá, chegou a BH, no dia 7 de abril de 1942. Um ano e pouco depois veio a óbito (30/8/1943). Sepultado no cemitério Bonfim. Em 1949, os sagrados restos mortais de Padre Eustáquio foram transferidos para a sua igreja, no bairro e rua que levam o seu nome. Milagres tornaram-se comuns em vida do sacerdote e após morte. Em 15 de junho de 2006, no Estádio Mineirão, ocorreu a beatificação, como resultado de milagre (cura de câncer) comprovada por equipe médica. Agora, o processo de canonização prossegue no Vaticano (Fontes: Lucélia Borges Pereira e arquivo deste autor).



Jan e Will, sobrinhos de Pe. Eustáquio, na Holanda. Fotos: divulgação

1941: Multidão em frente à Igreja de Santa Luzia, onde estava Pe. Eustáquio.


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