PRIMEIRA COLUNA. PRIMEIRO PREFEITO CASOU-SE COM MOCINHA DE 14 ANOS

LargoRosario

Patrocínio, na época do império


Fascínio. Quando é história da terra natal ele acontece entre as pessoas de uma cidade. O Município tem 178 anos, após emancipar-se de Araxá. O prefeito que inicialmente ocupou o casarão da Praça Matriz (hoje, Casa da Cultura) foi Francisco Martins Mundim. Um pouco sobre ele e do cargo que exerceu a partir de 7 de abril de 1842 são frequentes nas pesquisas dos historiadores patrocinenses.

 

QUEM É – Martins Mundim era um comprador de diamantes. Por se achar idoso para um jovem município, exonerou-se, por carta, do cargo de Agente Executivo (era o nome dado a prefeito até 1930), em 1846. A Vila de Nossa Senhora do Patrocínio tinha apenas 357 casas. Francisco Mundim recebeu do Império do Brasil o título de capitão (da Guarda Nacional). O seu pai também, anteriormente, havia recebido: Capitão Pedro Martins Mundim, falecido em Monte Carmelo, quando pertencia a Patrocínio (1835). Na pesquisa feita por Adeilson Batista e pelo inesquecível Cincinato Guimarães, Francisco Martins Mundim, filho de Pedro Martins, nasceu em 1801, casou-se em 1830, com Maria Custódia (14 anos de idade) e faleceu em setembro de 1860. E teve cinco filhos.

 

MUNDIM: SUAS BATALHAS E TÍTULOS – A partir de 1830, participou de alguns embates belicosos na vila (Patrocínio). Pouco depois, recebeu do Imperador, o título de Cavalheiro da Imperial Ordem da Rosa do Brasil. Em seguida, major e, por fim, capitão. Sua guerra regional mais famosa ocorreu 1855, segundo Sebastião Elói, conhecido por “Fogo do Mundim”. Dentre as doze sedições (fogos ou batalhas) que ocorreram desde 1830, essa foi a que teve mais mortes. Muito violenta. Na verdade, os embates eram entre a milícia patrocinense pacificadora e os assaltantes de pedras preciosas, principalmente diamantes, e invasores (bandos) de terras agrícolas.

 

AVÔ DE MILTON MAGALHÃES: SEGUNDO PREFEITO! – Na constituição (formação) do Município (1842), o vereador Francisco Martins Mundim, foi o primeiro presidente da Câmara Municipal e por consequência naquela época o Agente Executivo (prefeito) também. Joaquim Antônio Magalhães, da mesma maneira, pertenceu à primeira Câmara Municipal (1842-1846) como vereador. Segundo Adeilson Batista, no livro do Conselho Municipal de Recursos, consta que em 1846, o 4º avô dele (Adeilson), Joaquim Antônio Magalhães, substitui Francisco Martins Mundim, como prefeito/agente executivo. E Joaquim também é o 4º avô do (nosso) famoso cronista Milton Magalhães. E tornou-se o segundo agente executivo, o segundo prefeito de Patrocínio. Com uma diferença: Martins Mundim chegou a capitão; Joaquim Antônio Magalhães foi condecorado, pelo Império, coronel. Já bastante idoso, voltou a ser vereador no mandato de 1877-1880.

 

PRIMEIROS VEREADORES – Além de Francisco Martins Mundim e Joaquim Antônio Magalhães, ainda participaram da primeira Câmara Municipal, Sargento Jerônimo da Costa Guimarães, Lucas Rodrigues da Costa, Fortunato José da Silva Botelho, Bento José Mariano, José Fernandes Rocha e Dâmaso José Oliveira. Esse, segundo Odair de Oliveira (jornalista patrocinense), era o que mais se destacava. Líder político, juiz, delegado, vereador e intelectual. Dâmaso também foi um dos responsáveis (local) do primeiro censo de Patrocínio (1835) e da condução pela emancipação patrocinense.

 

DURAÇÃO DO MANDADO DE JOAQUIM – Alguns historiadores registram 1849 o início da administração de Joaquim Antônio Magalhães. Adeilson, bem fundamentado, registra 1846. Todavia, o término do mandato ocorreu em 1853, quando houve renovação do legislativo, segundo o imortal da Academia Mineira de Letras, Odair de Oliveira. E aí, surgiu o superpoderoso e famoso Rangel, o vereador-delegado de polícia Antônio Côrrea Rangel. Que não é o lendário Rangel, da hospedaria/mulheres do Rancho do Rangel, em outra época. Mas isso é história deliciosa para mais à frente.

 

FONTES – E-mail do odontólogo e pesquisador Adeilson Batista (19/11/2012), historiador José Graciano, Professor Júlio César Resende (Ruas de Patrocínio), historiador Floriano Peixoto de Paula, crônica de Odair de Oliveira no jornal Estado de Minas (25/3/1980) e Primeira Coluna (05/1/2002).

 

 

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